Textos liricos com suas Lições
Ó hatene tanba sá ó menus vokabulariu ka hanoin nebe magnifiku se
bainhira ó atu koalia sai ka hakerek sai, maibé la hatene/hanoin nein liafuan
kualidade ida. Nee mak nee, keta balar natoon atu la kohi aprende.
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Every text
has their own powerful lessons, they really are if you read it properly and
attentively.
Textu hotu-hotu iha sira-nia lisaun
poderozu, sin tebes se ó lee duni atentivamente no koretamente.
Todos os textos têm seus poderosos lições,
certamente que você leia apropriadamente e atentivamente.
Sira iha impaktu lojikalmente no
sufostikatimente iha ita-nia moriis lorloron. Keta laran-rua atu lee, keira ó
sei hatene ninia benefisiu atu aprende no uza baiha ó-nia moriis kuotidianu.
So hey man!
Let’s get started!
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Os Tailândeses

O rapaz tem uma loja, logo deve agradar aos clients e não ser agradavel. Mas
ao ameaçar aos clientes dequela maneira, quem é que quer volar?, por isso
perguntei-lhe: “Porque é que fizeste isso?”, e o rapaz respondeu: “Temos que
dar uma lição aos farang (palavra tailandesa para estrangeiro) como estes. Têm
que aprender uma coisas sobre nós, tailandeses.”
“Bem, ele tem razão, não tem?” Se queres o dinheiro dos farang, tens que
fazer a sua vontade nas pequenas coisas. E isso também não magoa ninguém”,
disse Otto.
“Ouve outra história. Uma vez um farang pediu um peixe frito. O tailandês
cozinhou-o e pôs o peixe na mesa. O farang pediu uma peixe frito. O tailândes
trouxe-lhe o sal e a pimenta e levou o peixe. O farang perguntou: “Porque é que
está a levar o peixe? Ainda não comi.” O
tailandês respondeu: “Não quer comer sal e pimenta?”. O farang respondeu que
queria sal e pimenta para comer com o peixe. E falou muito devagar, pensando
que o tailandês não percebia inglês. O tailandes nao quis ouvir e disse:
“Se
pediu sal e pimenta, entao tem de comer sal e pimenta. Esqueca o peixe.” –Agora
diz-me se ele nao é louco? O farang foi embora e contou esta historia a todos
os que quiseram ouvir. Disse que se ia lembrar da historia ate ao dia da sua
morte. Os tailandese sao loucos, disse ele. Pensa nito: todos os farang vindo
dos quatro cantos do mundo usam o ingles para se entenderem. Quando tem
problemas aqui, avisam os outros farang. Assim, quem é que quer vir à loja
dele?”
“Porque é que o rapaz fez
isso?” Chuanca nao consguia sorrir.
“Disse que estava farto de farang. Que os farang eram demasiado exigentes e
complicados.”, disse Otto.
“Se ele está farto dos
farang, entao poque é que faz negocios com eles? Porque é que nao pensou nisso
antes de comecar?”, Chuanca resmugous.
Chuanchua nao conseguia compreender os tailandeses.
Chart Korbjitti, Mad Dog e Co (traduzido do ingles
pelo autores)
A cidade
encantada
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E nestes mesmos noves dias,
nós, os portugueses, com liçenca do embaixador fomos ver algumas cosas que a
gente da terra nos tinha gabado, de edificios antigos, templos sumptuosos e
ricos, quintais, castellos, e casas que estavam ao longo deste rio feitas por
uma estranho modo de fortaleza e custo grandíssimo...”. Assim descreve Fernao
Mendes Pinto a su passagem por Luang Prabang.
Para uma viajante que
dedicou duas decadas a percorrer o Oriente, e que viu tudo o riqueza e a
monumentalidade da antiga capital do Laos.
O estatuto de prima-dona do
reino irira terminar com a tomada de poder pelos comunistas, que aboliriam a
monarquia e mudariam a capital para Vientanie. Uma sorte para nós, pois a
modernidade, o progresso, o crescimento e a especulação imobiliária passaram ao
lado Luang Prabang.
Vais precisar de alguns
dias para visitar esta joia da Humanidade segundo a UNESCO, portanto não tenhas
pressa de continuar a subir o Mekong. Aluga uma bicicleta e perde-te no
emarando de ruelas, reencontra-te no silencio dos templos, passa um dia pasmado
nas grutas budistas de Pak Ou, que o teu compatriota Mendes Pinto chamou da
Lapa dos Penitentes, e ema cada novo crepúsculo muda de esplanada nesta cidade
que é como a proa de uma navio sobre o encontro dos rios Nam Khan e Mekong.
Poderás então embarcar-te
num slow boat para os dois dias de viagem rio acima até à fronteira da
Tailândia, uma das odisseias fluviais mais gratificantes de toda a Ásia. A
embarcação para ao final do primeiro dia na aldeiazinha de Pak Beng, onde não
terás tempo de procurar um hotel: eles encontram-te. No cais, dezenas de jovens
com brochuras de hotéis tentarão convencer-te a segui-los. Segue-os. A paisagem
ao longo destes dois dias que separam Luang Prabang de Huaya Xai transforma-se
sempre, é por vezes humana, por vezes infernal, mas nunca monótona.
Huaya Xai é uma agradável aldeola de fronteira debruçada sobre a velocidade
serena e pardacenta do Mekong. Na outra margem, a aldeola de Chiang Khong é já
a Tailândia. Será talvez tão agradável e mais desenvolvida do que Huya Xai, mas
não tem o pôr do sol a seu favor. Se tens que dormir aqui, dorme do lado do
Laos e, se o teu destino é a Tailândia, ataravessa na manhã seguinte. Para
todos os efeitos, podes despedir-te aqui do Mekong. O melhor que ele tinha para
dar, já tu o recolheste com as mãos em concha.
Gonçalo Cadilhe in http://visao.sapo.pt/navegar-o-mekong
O rapaz
parvo
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Parvo: ignorante, pateta
Aprisionada: presa, enclausurada
Sussurou: murmorou, segredou
Ínfimos: pequenos
Escalou: subiu, trepou
Sorreiramente: dissimuladamente
Indumentaria: roupa, vestes
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Em certo lugar havia um
rapaz parvo que vivia com sua mãe.
A mãe do rapaz, viúva,
enviou-o à floresta para procurar comida. No bosque, ele encontrou uma ave
selvagem aprisionada numa armadilha, deixada lá por caçadores. À ave, ele
sussorou, como quem explica, que voasse até à mãe dele a fim de ser cozinhada.
Depois, libertou a ave e ela voou. Feito isto, rapaz regressou a casa com a
sensação de dever cumprido.
Mas, quando chegou a casa,
e contou à mãe o sucedido, ela o repreendeu:
-Rapaz parvo! –protestou a
mãe. Da próxima vez, tens que matar a ave com a tua faca e trazê-la tu mesmo
até casa!
No dia sequinte, o rapaz
deslocou-se à floresta pelo mesmo motivo e lá encontrou uns grandes cogumelos,
crescendo debaixo de uma arvóre.
- Ah, ah! –riu o rapaz.
Não me escapam desta vez. E, dando uso à
faca, despedaçou os cogumelos em ínfimos pedacinhos. Quando entregou os
cogumelos à mãe, esta lhe ralhou:
-Rapaz parvo! –protestou
novamente. Estragaste os cogumelos. Da próxima vez deves arrancá-los pela raiz.
No dia seguinte, o rapaz
foi à floresta procurar outra vez por alimento. Na mesmíssima floresta, o rapaz
supreende-se com uma colmeia no ramo de uma arvóre. O rapaz pensou “Mel para
mim! Mas devo arrancar do ramo a colmeia cheia de mel. Mas, quando mais o rapaz
puxava com força da sua parvoíce, mais abelhas saíam da colmeia e o atacavam,
deixando o rapaz aflito de dor.
Quando o rapaz restornou a
casa, a mãe deresperou-se:
-Rapaz parvo! Tens que
fazer fogo e com o fumo deves afugentar as abelhas.
Não será de estranhar que,
com tanto insucesso, o rapaz tenha voltado à floresta, onde viu um monge.
Associando o monge a comida, aproximou-se sorrateiramente do alvo, e tendo
presente o conselho da mãe, quis atear fogo às vestes puras do monge. O monge,
que ficou com indumentaria a arder, rebolou-se pela relva a fim de apagar o
fogo nas suas roupas. O rapaz, vendo que o monge relevava a melhor, remotou o
processo. Porém, desta vez, o monge conseguiu ver que o atacava, e começou a bater-lhe
com um pau. O rapaz disparado da floresta, e foi contado à mãe o sucecido.
A mãe furiosa gritou:
-Rapaz parvo! Os monges
devem ser vendedores! Sabes distingui-los das outras pessoas pela suas roupas
amarela. Quando vires o monge, deves ajolehar-te e pedir bênção.
O rapaz regressar à
floresta. No meio das árvores avsitou um tigre bem amarelo. Mais uma vez, o
conselho da mãe encoava na cabeça do rapaz: : “devo ajoelhar-me e pedir benção”
–pensou. E assim fez, em vez de subir uma árvore para se defender, aproximou-se
do tigre, e cumpriu com o conselho da mãe. O tigre agradeceu e comu-o.
Maun
Htin Aung, Burmese Fork-Tales, Oxford University Pres. Calcutá: 1954 (tradução
de Pedro MOreira) adaptado



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