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Textos liricos com suas Lições


Ó hatene tanba sá ó menus vokabulariu ka hanoin nebe magnifiku se bainhira ó atu koalia sai ka hakerek sai, maibé la hatene/hanoin nein liafuan kualidade ida. Nee mak nee, keta balar natoon atu la kohi aprende.
Perlindungan Lingkungan, Konservasi Alam
Source: pixabay


Every text has their own powerful lessons, they really are if you read it properly and attentively.
Textu hotu-hotu iha sira-nia lisaun poderozu, sin tebes se ó lee duni atentivamente no koretamente.
Todos os textos têm seus poderosos lições, certamente que você leia apropriadamente e atentivamente.

Sira iha impaktu lojikalmente no sufostikatimente iha ita-nia moriis lorloron. Keta laran-rua atu lee, keira ó sei hatene ninia benefisiu atu aprende no uza baiha ó-nia moriis kuotidianu.

So hey man! Let’s get started!
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Os Tailândeses
 
O rapaz tem uma loja, logo deve agradar aos clients e não ser agradavel. Mas ao ameaçar aos clientes dequela maneira, quem é que quer volar?, por isso perguntei-lhe: “Porque é que fizeste isso?”, e o rapaz respondeu: “Temos que dar uma lição aos farang (palavra tailandesa para estrangeiro) como estes. Têm que aprender uma coisas sobre nós, tailandeses.”

“Bem, ele tem razão, não tem?” Se queres o dinheiro dos farang, tens que fazer a sua vontade nas pequenas coisas. E isso também não magoa ninguém”, disse Otto.

“Ouve outra história. Uma vez um farang pediu um peixe frito. O tailandês cozinhou-o e pôs o peixe na mesa. O farang pediu uma peixe frito. O tailândes trouxe-lhe o sal e a pimenta e levou o peixe. O farang perguntou: “Porque é que está a levar  o peixe? Ainda não comi.” O tailandês respondeu: “Não quer comer sal e pimenta?”. O farang respondeu que queria sal e pimenta para comer com o peixe. E falou muito devagar, pensando que o tailandês não percebia inglês. O tailandes nao quis ouvir e disse: 
“Se pediu sal e pimenta, entao tem de comer sal e pimenta. Esqueca o peixe.” –Agora diz-me se ele nao é louco? O farang foi embora e contou esta historia a todos os que quiseram ouvir. Disse que se ia lembrar da historia ate ao dia da sua morte. Os tailandese sao loucos, disse ele. Pensa nito: todos os farang vindo dos quatro cantos do mundo usam o ingles para se entenderem. Quando tem problemas aqui, avisam os outros farang. Assim, quem é que quer vir à loja dele?”
“Porque é que o rapaz fez isso?” Chuanca nao consguia sorrir.
“Disse que estava farto de farang. Que os farang eram demasiado exigentes e complicados.”,  disse Otto.
“Se ele está farto dos farang, entao poque é que faz negocios com eles? Porque é que nao pensou nisso antes de comecar?”, Chuanca resmugous.

Chuanchua nao conseguia compreender os tailandeses.

Chart Korbjitti, Mad Dog e Co (traduzido do ingles pelo autores)


A cidade encantada

Lisbon, Portugal, Lisboa
Source: pixabay
E nestes mesmos noves dias, nós, os portugueses, com liçenca do embaixador fomos ver algumas cosas que a gente da terra nos tinha gabado, de edificios antigos, templos sumptuosos e ricos, quintais, castellos, e casas que estavam ao longo deste rio feitas por uma estranho modo de fortaleza e custo grandíssimo...”. Assim descreve Fernao Mendes Pinto a su passagem por Luang Prabang.
Para uma viajante que dedicou duas decadas a percorrer o Oriente, e que viu tudo o riqueza e a monumentalidade da antiga capital do Laos.

O estatuto de prima-dona do reino irira terminar com a tomada de poder pelos comunistas, que aboliriam a monarquia e mudariam a capital para Vientanie. Uma sorte para nós, pois a modernidade, o progresso, o crescimento e a especulação imobiliária passaram ao lado Luang Prabang.

Vais precisar de alguns dias para visitar esta joia da Humanidade segundo a UNESCO, portanto não tenhas pressa de continuar a subir o Mekong. Aluga uma bicicleta e perde-te no emarando de ruelas, reencontra-te no silencio dos templos, passa um dia pasmado nas grutas budistas de Pak Ou, que o teu compatriota Mendes Pinto chamou da Lapa dos Penitentes, e ema cada novo crepúsculo muda de esplanada nesta cidade que é como a proa de uma navio sobre o encontro dos rios Nam Khan e Mekong.

Poderás então embarcar-te num slow boat para os dois dias de viagem rio acima até à fronteira da Tailândia, uma das odisseias fluviais mais gratificantes de toda a Ásia. A embarcação para ao final do primeiro dia na aldeiazinha de Pak Beng, onde não terás tempo de procurar um hotel: eles encontram-te. No cais, dezenas de jovens com brochuras de hotéis tentarão convencer-te a segui-los. Segue-os. A paisagem ao longo destes dois dias que separam Luang Prabang de Huaya Xai transforma-se sempre, é por vezes humana, por vezes infernal, mas nunca monótona.

Huaya Xai é uma agradável aldeola de fronteira debruçada sobre a velocidade serena e pardacenta do Mekong. Na outra margem, a aldeola de Chiang Khong é já a Tailândia. Será talvez tão agradável e mais desenvolvida do que Huya Xai, mas não tem o pôr do sol a seu favor. Se tens que dormir aqui, dorme do lado do Laos e, se o teu destino é a Tailândia, ataravessa na manhã seguinte. Para todos os efeitos, podes despedir-te aqui do Mekong. O melhor que ele tinha para dar, já tu o recolheste com as mãos em concha.


O rapaz parvo
Penangkapan Ikan, Anak Laki Laki, Pria
Source: pixabay
Parvo: ignorante, pateta
Aprisionada: presa, enclausurada
Sussurou: murmorou, segredou
Ínfimos: pequenos
Escalou: subiu, trepou
Sorreiramente: dissimuladamente
Indumentaria: roupa, vestes
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Em certo lugar havia um rapaz parvo que vivia com sua mãe.
A mãe do rapaz, viúva, enviou-o à floresta para procurar comida. No bosque, ele encontrou uma ave selvagem aprisionada numa armadilha, deixada lá por caçadores. À ave, ele sussorou, como quem explica, que voasse até à mãe dele a fim de ser cozinhada. Depois, libertou a ave e ela voou. Feito isto, rapaz regressou a casa com a sensação de dever cumprido.
Mas, quando chegou a casa, e contou à mãe o sucedido, ela o repreendeu:
-Rapaz parvo! –protestou a mãe. Da próxima vez, tens que matar a ave com a tua faca e trazê-la tu mesmo até casa!
No dia sequinte, o rapaz deslocou-se à floresta pelo mesmo motivo e lá encontrou uns grandes cogumelos, crescendo debaixo de uma arvóre.
- Ah, ah! –riu o rapaz. Não  me escapam desta vez. E, dando uso à faca, despedaçou os cogumelos em ínfimos pedacinhos. Quando entregou os cogumelos à mãe, esta lhe ralhou:
-Rapaz parvo! –protestou novamente. Estragaste os cogumelos. Da próxima vez deves arrancá-los pela raiz.
No dia seguinte, o rapaz foi à floresta procurar outra vez por alimento. Na mesmíssima floresta, o rapaz supreende-se com uma colmeia no ramo de uma arvóre. O rapaz pensou “Mel para mim! Mas devo arrancar do ramo a colmeia cheia de mel. Mas, quando mais o rapaz puxava com força da sua parvoíce, mais abelhas saíam da colmeia e o atacavam, deixando o rapaz aflito de dor.

Quando o rapaz restornou a casa, a mãe deresperou-se:
-Rapaz parvo! Tens que fazer fogo e com o fumo deves afugentar as abelhas.
Não será de estranhar que, com tanto insucesso, o rapaz tenha voltado à floresta, onde viu um monge. Associando o monge a comida, aproximou-se sorrateiramente do alvo, e tendo presente o conselho da mãe, quis atear fogo às vestes puras do monge. O monge, que ficou com indumentaria a arder, rebolou-se pela relva a fim de apagar o fogo nas suas roupas. O rapaz, vendo que o monge relevava a melhor, remotou o processo. Porém, desta vez, o monge conseguiu ver que o atacava, e começou a bater-lhe com um pau. O rapaz disparado da floresta, e foi contado à mãe o sucecido.

A mãe furiosa gritou:
-Rapaz parvo! Os monges devem ser vendedores! Sabes distingui-los das outras pessoas pela suas roupas amarela. Quando vires o monge, deves ajolehar-te e pedir bênção.
O rapaz regressar à floresta. No meio das árvores avsitou um tigre bem amarelo. Mais uma vez, o conselho da mãe encoava na cabeça do rapaz: : “devo ajoelhar-me e pedir benção” –pensou. E assim fez, em vez de subir uma árvore para se defender, aproximou-se do tigre, e cumpriu com o conselho da mãe. O tigre agradeceu e comu-o.

Maun Htin Aung, Burmese Fork-Tales, Oxford University Pres. Calcutá: 1954 (tradução de Pedro MOreira) adaptado

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